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Jogos Decoloniais e Queer

Inovação e representatividade no novo mercado de games

Equipe editorial 3mais · 20 min de leitura

A popularização dos smartphones reduziu o custo de acesso aos jogos digitais e abriu o universo gamer a mais fatias da população — mas isso, por si só, não avançou a representatividade. Os Jogos Queer e Decoloniais nascem para tensionar esse problema: resgatam aspectos culturais pouco trabalhados e apresentam populações historicamente oprimidas a partir de traços mais profundos. É assim que esses jogos buscam democratizar o conhecimento e fortalecer as minorias que representam.

Poupe os seus recursos na maquiagem e invista seus esforços na transformação.

O que você verá nesta edição

  • O novo perfil do gamer brasileiro

    A entrada e a consolidação de novas camadas da população no universo gamer.

  • A explosão dos jogos independentes

    Mudanças conjunturais que permitiram a criação de jogos por pessoas comuns.

  • Aspectos de um jogo Decolonial

    Conceitos e atributos fundamentais para o protagonismo de populações oprimidas.

  • Os Jogos Queer e a Revolução Twine

    O questionamento do discurso heteronormativo por meio dos games.

  • O movimento contraflow

    Jogos Queer que procuram provocar a reflexão do jogador a partir da frustração.

  • Aprendizados e recados para as marcas

    Alguns dos caminhos para um avanço da representatividade na comunicação.

Principais aprendizados

  1. Há a formação de um novo perfil de gamer, mais diverso e conectado com a realidade brasileira — e os jogadores querem se ver cada vez mais bem representados.

  2. Jogos visualmente simples podem cativar o jogador se tiverem narrativas envolventes e boa representatividade: os jogos do Twine, 100% em texto, conquistaram um público fiel.

  3. A consolidação da cultura digital trouxe ferramentas mais acessíveis, tornando a criação e publicação de games mais simples e barata, e permitindo que grupos minorizados criem games que reflitam suas vivências.

  4. Essas ferramentas abrem uma oportunidade para as empresas: atuar como facilitadoras do protagonismo desses grupos, organizando treinamentos ou patrocinando seus projetos.

  5. Para as marcas: saia da promoção e vá para o compromisso — se não há alinhamento de valores, perenidade e prioridade às pessoas, o esforço vira socialwashing.

Vamos conversar?

Grandes ideias começam com boas conversas. Conte pra gente o desafio da sua marca.