A popularização dos smartphones reduziu o custo de acesso aos jogos digitais e abriu o universo gamer a mais fatias da população — mas isso, por si só, não avançou a representatividade. Os Jogos Queer e Decoloniais nascem para tensionar esse problema: resgatam aspectos culturais pouco trabalhados e apresentam populações historicamente oprimidas a partir de traços mais profundos. É assim que esses jogos buscam democratizar o conhecimento e fortalecer as minorias que representam.
Poupe os seus recursos na maquiagem e invista seus esforços na transformação.
O que você verá nesta edição
O novo perfil do gamer brasileiro
A entrada e a consolidação de novas camadas da população no universo gamer.
A explosão dos jogos independentes
Mudanças conjunturais que permitiram a criação de jogos por pessoas comuns.
Aspectos de um jogo Decolonial
Conceitos e atributos fundamentais para o protagonismo de populações oprimidas.
Os Jogos Queer e a Revolução Twine
O questionamento do discurso heteronormativo por meio dos games.
O movimento contraflow
Jogos Queer que procuram provocar a reflexão do jogador a partir da frustração.
Aprendizados e recados para as marcas
Alguns dos caminhos para um avanço da representatividade na comunicação.
Principais aprendizados
Há a formação de um novo perfil de gamer, mais diverso e conectado com a realidade brasileira — e os jogadores querem se ver cada vez mais bem representados.
Jogos visualmente simples podem cativar o jogador se tiverem narrativas envolventes e boa representatividade: os jogos do Twine, 100% em texto, conquistaram um público fiel.
A consolidação da cultura digital trouxe ferramentas mais acessíveis, tornando a criação e publicação de games mais simples e barata, e permitindo que grupos minorizados criem games que reflitam suas vivências.
Essas ferramentas abrem uma oportunidade para as empresas: atuar como facilitadoras do protagonismo desses grupos, organizando treinamentos ou patrocinando seus projetos.
Para as marcas: saia da promoção e vá para o compromisso — se não há alinhamento de valores, perenidade e prioridade às pessoas, o esforço vira socialwashing.




